segunda-feira, 17 de outubro de 2016


“Violento, cruel. Ninguém gostava dele", diz sobrinha de mulher morta pelo marido
Mecânico Agenor é apontado como autor e procurado pela polícia -

Após bebedeira, mecânico mata esposa e filha com facadas no pescoço

"Ele é uma pessoa violenta, cruel. Ninguém gostava dele", disse ao Portal Correio do Estado, Cynthia da Silva. A sobrinha do casal relatou que o mecânico Agenor Magalhães Oliveira, de 53 anos e a dona de casa Maria das Dores da Silva, de 50 anos, tinham uma relação turbulenta e marcada por casos de violência doméstica.
Maria das Dores e sua filha Dayane July da Silva, 29 anos, foram assassinadas com facada no pescoço desferidas por Agenor. Crime foi ontem à noite, na Rua Palami, Bairro Moreninha II, em Campo Grande.
Casal estava junto há cerca de 30 anos e problemas relacionados a violência doméstica eram constantes. Maria das Dores, inclusive, chegou a ser internada várias vezes. Em outras situações, omitia as agressões e dizia a familiares que havia caído ou batido em móveis para justificar os ferimentos.
A vítima, segundo parentes, já havia sofrido fratura no braço, perna e nariz por conta das agressões. Marido chegou a ser preso por cerca de dois meses, mas ela retirou a queixa e eles voltaram a conviver.
CRIANÇAS
Dayane tinha duas filhas, de um e cinco anos. A mais velha presenciou os momentos de horror que culminaram na morte da mãe e avó. "Eles vieram de conveniência e começaram a brigar. Vi a cara lavada de sangue. Minha mãe correu atrás do meu avô e caiu na rua", relatou a pequena ainda sem compreender a dimensão do crime.

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